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Flávia Oliveira é a nova integrante da equipe Specialized para os Jogos Rio 2016

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A carioca Flávia Oliveira, campeã brasileira de estrada em 2014 e vencedora da camisa de montanha no Giro da Itália em 2015, será uma das representantes do Brasil no ciclismo feminino do Jogos Olímpicos pela primeira vez. A atleta passou a integrar a equipe Specialized recentemente, decisão que teve como principal motivação uma melhor estrutura da equipe e a disponibilidade de melhores equipamentos para competir nas Olimpíadas Rio 2016.
Minha decisão foi baseada na necessidade de eu ter apoio nas provas realizadas nas Américas, como o Brasileiro, Pan-Americanos e, claro, a Olimpíada, que será excepcionalmente no Rio de Janeiro, a minha cidade. Nós atletas sentimos na pele a grande diferença que faz você correr com os melhores equipamentos e de ter o suporte ideal em uma prova importante”, destaca Flávia. “Os Jogos Olímpicos só são realizados a cada quatro anos e o privilégio de ser em casa é algo imensurável. A Rio 2016 será um acontecimento único, diferente do Giro da Itália, por exemplo, competição anual“, complementa.

Flávia terá à disposição uma bicicleta S-Works Amira, com os pneus S-Works Turbo, rodas Roval CLX 40, pedivela S-Works e selim S-Works Power. Flávia tem opção também de utilizar sapatilhas S-Works 6 e terá os capacetes S-Works, Prevail e Evade para escolher.

A ciclista  Flávia Oliveira está com 34 anos de idade e começou tarde no esporte com 25 anos. A atleta mora em Littleton, no Colorado (EUA) e teve o incentivo dentro de casa para agora fazer parte do time Specialized, já que o seu marido, Nathan Parks, também compete pela marca norte-americana, na equipe Specialized/Touchstone Masters. “Meu marido, que eu gosto de chamar de carrasco personal, também faz parte da família Specialized. Para mim representa muito esse patrocínio da Specialized Brasil, que será a primeira empresa brasileira a me apoiar até hoje”, afirmou Flávia.

“A Specialized tem um foco enorme em produtos voltados para a área feminina e eu amo isso. Quero poder dar o meu melhor desempenho quando represento o Brasil e também ser um ponto de referência positivo para as mulheres e meninas brasileiras que praticam o ciclismo. Comecei a pedalar apenas aos 25 anos, mas me apaixonei de cara pelo esporte e quero vê-lo continuar a crescer”, acrescentou a atleta brasileira.

Diante disso, Flávia Oliveira tomou  um novo rumo em sua carreira, decidindo não competir o Giro da Itália, onde defenderia o título de campeã de montanha. A atleta está na República Tcheca e disputará de quinta (7) a domingo (10) o Tour de Feminin. “Em seguida competirei, ou o Tour de Bretagne Féminin (FRA) de 13 a 17 de julho, ou a Internationale Thüringen Rundfahrt der Frauen (ALE), de 15 a 21 de julho. No dia 1º de agosto desembarco no Brasil, para a Rio 2016. Estou contente com os treinamentos e toda preparação feita de junho para cá, após o Pan da Venezuela, visando a Olimpíada”, relatou.

Percurso olímpico seletivo – “Me arrepia falar sobre esse assunto, porque são praticamente as únicas estradas que eu treino quando vou para casa visitar minha família. Eu chamo de ‘Belo & Brutal’. Será bem seletivo, por vários motivos. Terá um gostinho de corrida clássica, porque pode ter vento ao longo do mar, subidas curtas e duras (estilo belga) e finalizando com uma super subida da Vista Chinesa. Sem contar que as descidas também são técnicas e a chegada é plana” comenta a ciclista carioca sobre o percurso de 130km de extensão que acontecerá no dia 6 de agosto.

“Sempre sonhei desde pequena assistindo as Olimpíadas na TV, que um dia eu também conseguiria subir ao pódio e veria a nossa bandeira sendo erguida. Não sabia que seria por meio do ciclismo que eu teria essa oportunidade. Sei que não sou uma das grandes favoritas, mas passei por muitas dificuldades até chegar aqui, com muito sacrifício. E sei também que o percurso favorece atletas montanhistas”,Mesmo não considerando-se favorita, Flávia não esconde o desejo de subir ao pódio, mesmo não se considerando a favorita na conquista de uma medalha.

Segundo Flávia Oliveira, cinco atletas têm grandes chances de medalhas nos Jogos Olímpicos Rio 2016: “acho que as nações com maior número de atletas ditarão a corrida e conseguirão proteger suas atletas na briga pelo ouro. Ao meu ver, as principais favoritas ao pódio são a Megan Guarnier (EUA), Lizzie Armitstead (Inglaterra), Anna van der Breggen (Holanda), Kasia Niewiadoma (Polônia) e a Elisa Longo Borghini (Itália). Mas, no ciclismo tudo pode acontecer”, conclui.

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